Oscar Dias

CEO na Softerize

Oscar Dias

Review: 2026 Restaurant Technology Outlook — Eficiência e Dados no Foodservice

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2026 Restaurant Technology Outlook

Desde o fim do ano passado, quando decidimos focar em foodservices, comecei a acompanhar um pouco mais as publicações do setor. Uma recente que tem tudo a ver com a gente foi a 2026 RESTAURANT TECHNOLOGY OUTLOOK. Publicada pela Nation's Restaurant News, com parcerias da Olo, Crunchtime, PAR Technology, Bikky e Square, essa publicação obviamente chamou bastante a minha atenção: tecnologia e food.

Vou começar pelo mais básico, uma definição de quem são as empresas nesse grupo:

  • Olo: Especialista em interfaces de pedidos digitais, retenção de clientes e análise de dados para personalização da jornada do consumidor.
  • Crunchtime: Focada na gestão do "back-of-house", ajudando marcas a controlar custos de inventário e mão de obra.
  • PAR Technology: Provedora de ecossistemas unificados que integram hardware de PDV com soluções de software nativas em IA.
  • Bikky: Plataforma de dados de clientes que transforma informações de transações em insights para marketing e fidelidade.
  • Square: Gigante de pagamentos e PDV que oferece ferramentas integradas de gestão para operações de todos os tamanhos.

Ou seja, referências fortes na área de tecnologia para foodservices no mercado internacional.

Um dia quem sabe a Softerize entra nesse grupo 😉

Mas agora para o conteúdo!

Key Findings

Os principais destaques, segundo o relatório, são:

  • As Marcas Estão Presas no Meio do DRE (P&L): À medida que o investimento em TI acelera, os operadores afirmam que sua tecnologia deve controlar custos e encontrar eficiências para maximizar o ROI (Retorno sobre Investimento). No entanto, eles estão mais propensos a gastar em soluções e estratégias para impulsionar a receita bruta e o tráfego de clientes em um cenário econômico difícil para os consumidores.
  • Mix de Canais dificilmente mudará — mas fique atento: Os entrevistados estavam menos focados em adicionar novos canais de pedidos (como catering ou delivery) e mais em tornar o ecossistema tecnológico (tech stack) eficiente e orientado por dados. A demanda por pedidos digitais e fora do estabelecimento (off-premises) está estável, mas dificilmente dominará os novos investimentos.
  • Chegou a Vez das Ferramentas de Dados: O apetite dos operadores por melhores plataformas de análise de dados e relatórios está alcançando o nível de adoção das tecnologias de gestão de pedidos, custos primários e marketing. Eles identificaram os insights como um ingrediente fundamental para suas estratégias mais importantes.
  • Chega de "Tiros no Escuro": Os entrevistados afirmaram que o maior valor potencial que poderiam obter ao unificar e analisar os dados dos clientes seria capacitar suas equipes de culinária e marketing com as informações necessárias para identificar itens de menu e segmentos de público vencedores.
  • A Gestão de Estoque está em Alta: O maior escrutínio sobre a lucratividade está colocando os custos dos alimentos na mira dos gestores, levando muitos a explorar e integrar soluções de gestão de inventário. Operadores analíticos e adeptos iniciais de IA estão especialmente interessados em softwares para controlar o CMV (Custo de Mercadorias Vendidas).
  • Produtividade Prevalece como Prioridade Máxima de Mão de Obra: Os casos de uso atuais e futuros da tecnologia para o trabalho inclinam-se mais para o aumento da produtividade do que para o treinamento. Isso pode gerar uma maior demanda por painéis (dashboards) que ofereçam aos gestores visão em tempo real do desempenho da equipe horista durante turnos movimentados.
  • Sobrecarga em Ascensão: Os principais desafios dos líderes de TI assemelham-se aos de anos anteriores: especificamente o aumento dos custos e o trabalho árduo de integrar componentes distintos do ecossistema tecnológico. O sentimento de sobrecarga aumentou este ano, o que deve impulsionar a busca pela consolidação de fornecedores.
  • Interesse Acelerado por IA: A adoção e o interesse por inteligência artificial cresceram em relação ao ano passado. Os entrevistados que estão na vanguarda dessas capacidades buscam ampliar sua vantagem competitiva por meio de melhores previsões, análise de dados e estratégias mais sofisticadas.

Tendências de Investimento: O Fim das "Firulas"

O relatório mostra que o compromisso com o investimento em tecnologia permanece inabalável: quase 9 em cada 10 operadores planejam investir nos próximos 12 meses. No entanto, o objetivo mudou.

  • Foco na Eficiência: Em vez de "penduricalhos" para o cliente, o foco agora é desbloquear eficiência operacional.
  • Sistemas de PDV e Gestão: O investimento em sistemas de PDV subiu para 53% (contra 40% no ano passado), e a gestão de inventário e mão de obra também ganharam destaque.
  • Softerize: Isso casa perfeitamente com o que fazemos. Enquanto o mercado busca otimizar o que já tem, ferramentas como o nosso Cadastro de Enxoval e Solicitação de Materiais garantem que o "back-office" não perca dinheiro com desperdícios de marketing.

Prioridade Total: Lucratividade e Controle de Custos

Para 57% dos operadores, a capacidade mais importante da tecnologia em 2026 é controlar custos e melhorar a lucratividade.

  • Produtividade da Equipe: Houve um salto no desejo de usar tecnologia para tornar os funcionários horistas mais produtivos (31%, um aumento significativo sobre o ano anterior).
  • Visão em Tempo Real: Gestores buscam dashboards que mostrem, em tempo real, o desempenho da equipe.
  • Softerize: No nosso sistema temos Checklists e Tarefas que auxiliam muito na produtividade. Ao automatizar a geração de planos de ação a partir de auditorias, tiramos a carga administrativa dos gerentes, permitindo que foquem na operação.

As Barreiras: Integração e Sobrecarga

Nem tudo são flores. O relatório aponta que o sentimento de "sobrecarga" com o número de opções tecnológicas subiu de 14% para 21% em um ano.

  • Silos de Dados: O maior desafio continua sendo a falta de integração entre diferentes fornecedores (45%) e a falta de pessoal para gerenciar essas ferramentas (32%).
  • Aposta em Soluções Ponta-a-Ponta: 53% dos operadores preferem comprar soluções integradas de menos fornecedores para reduzir a complexidade.
  • Softerize: Oferecemos uma solução centralizada que une Agenda, Chat, Documentos e Auditoria, além das funcionalidades já mencionadas anteriormente. Isso elimina a necessidade de várias ferramentas isoladas, combatendo diretamente a fragmentação citada no relatório.

Nós já discutimos internamente a possibilidade de focarmos em uma ou outra funcionalidade, mas todas as funcionalidades que temos são utilizadas por nossos clientes. O que o relatório mostra é que a tendência é justamente a de buscar soluções integradas, e não fragmentadas. Por isso, continuaremos investindo em um produto completo, que possa atender da melhor forma possível as necessidades do nosso público.

O Salto da Inteligência Artificial

A IA deixou de ser apenas promessa. O grupo de "Adotantes de IA" subiu para 27%.

  • IA no Back-Office: O uso mais valorizado não é o robô que fala com o cliente, mas sim a IA que ajuda na análise de dados e relatórios (64%) e na previsão de tráfego e vendas.
  • Softerize: No nosso sistema, já utilizamos IA para fornecer insights sobre respostas de checklists, ajudando o franqueador a entender padrões de excelência (ou falha) em toda a rede de forma automática. E temos algumas inciativas adicionais que serão colocadas em práticas ao longo do ano. Sempre com o foco em trazer mais inteligência para o back-office.

Dados Estratégicos: Do "Feeling" para a Precisão

A confiança dos operadores em seus próprios dados ainda é baixa: apenas 13% afirmam que "com certeza" otimizam os dados que coletam.

  • O que eles querem medir: O foco está em entender quais itens do menu geram tráfego (52%) e identificar como a operação da loja afeta a retenção de clientes (33%).
  • Monitoramento em Tempo Real: Há uma demanda alta para rastrear métricas como tempos de ticket na cozinha e precisão dos pedidos em dashboards visíveis para a equipe.
  • Softerize: Com nossos Checklists, temos uma funcionaliadde de coleta de dados estruturados em campo, com visibilidade em tempo real, o que permite correções de rota imediatas em vez de esperar o fechamento do mês.

Mas esse ponto da confiança nos dados é muito interessante, porque uma das coisas que comento com os clientes (principalmente os novos) é sobre a qualidade dos dados que eles estão coletando. É comum recebermos checklists que tem NA em todas as perguntas, por exemplo. Isso permite que um colaborador que está com pressa passe por cima de algumas perguntas sem a devida atenção.

Um checklist bem elaborado, com as respostas possíveis bem definidas, dependência de respostas anteriores (o restaurante tem salão? Banheiro?), e a obrigatoriedade de preenchimento de campos, pode garantir que os dados coletados sejam de qualidade, e isso é fundamental para que as análises sejam precisas e possam realmente ajudar na tomada de decisão.

Conclusão

O relatório de 2026 confirma: o futuro do foodservice não está no "flashy tech" (tecnologia chamativa), mas na tecnologia que resolve os problemas reais de custos, processos e pessoas. Na Softerize, estamos prontos para ajudar sua rede a navegar essa evolução com menos sobrecarga e mais resultados.

📌 Este artigo foi originalmente publicado no LinkedIn. Leia e comente lá também!